A comunicação organizacional em processo evolutivo

A comunicação organizacional em processo evolutivo

A comunicação é fundamental no desenvolvimento organizacional da empresa, auxiliando no mundo dos negócios, o que a torna essencial para o sucesso da empresa.

Quando uma informação é repassada a um funcionário, e esta não é compreendida, as chances de alcançar o objetivo desejado são mínimas, e, ainda, para que a comunicação interna atinja seus objetivos, é necessário que seja clara e tenha credibilidade. A comunicação esta presente em todos os aspectos da vida humana, assim como na hotelaria. Segundo Diaz (1997) é um produto basilar das relações humanas. Matellart (2003, p. 13), evidencia que a comunicação deve ser considerada como uma via de integração entre as sociedades humanas, todavia, ela é única e fundamental para todos os tipos de interações sociais, assim como a troca de informações, disseminação do conhecimento e a promoção do desenvolvimento sóciocultural.

Segundo Moscovici (1985), uma das melhores maneiras de se instaurar uma boa comunicação interpessoal é através do refinamento dos processos de interação. O autor (1985, p. 25) diz ainda que:

em situações de trabalho, compartilhadas por duas ou mais pessoas, há atividades predeterminadas a serem executadas, bem como interações e sentimentos recomendados, tais como: comunicação, cooperação, respeito, amizade. À medida que as atividades e interações prosseguem, os sentimentos despertados podem ser diferentes dos indicados inicialmente e então, inevitavelmente, os sentimentos influenciarão as interações e as próprias atividades.

Por outro lado, a organização vem se reinventando. Segundo Nassar e Figueiredo (2007), a comunicação empresarial não tem um conceito fixo ou ainda um modelo estático onde se identifique um padrão universal.

A comunicação interna deve permitir que os membros da organização se comuniquem entre si. Hoje, com o avanço da tecnologia, os meios de comunicação na empresa são inúmeros: e-mail, telefone, rádio, etc..

Tomasi e Medeiros (2007, p. 57) afirmam que uma boa comunicação empresarial é condição fundamental para a construção de uma imagem institucional consistente, enfatizando a necessidade das empresas possuírem profissionais na área da comunicação de marketing, relações públicas, jornalismo e publicidade.

Na atualidade, a comunicação empresarial é indispensável  para a coordenação e a sobrevivência no mundo midiático.

Segundo Galerani (2006) a internet possibilitou as articulações de conversações e negociações em grandes massas e de maneira instantânea. A competividade hoje é um composto de qualidade, quantidade e velocidade da informação disseminada. Cipriani (2006) é enfático em afirmar que ainda migra-se de um modelo de comunicação de massa para um modelo baseado mais em microaudiências, ou seja, informações já filtradas.  Os sistemas de relacionamento virtual instituídos pelo Google Empresa (1998) é um exemplo em comunicação organizacional que engloba a comunicação sob os parâmetros da pós-modernidade (HALL, 2014), assim como a valorização dos funcionários e seu esquema organizacional que é informal.

De acordo com Bessant (2009), empresas do futuro devem se preocupar menos com conceitos fixos e buscar inovações que cativem seus funcionários ao mesmo nível que seus clientes. 

Neto (2003) afirma que cada rede tem sua própria forma de comunicação interna, assim dentro da empresa havendo vias de comunicação formais e informais.

Ainda segundo a concepção de Costa (2004), a produtividade e eficácia do grupo estão intimamente ligadas à organização e a comunicação interpessoal. Quando ocorre uma boa comunicação toda a empresa opera em uma sinergia harmoniosa, atingindo metas dos colaboradores e do hotel.

Fábio França (2004, p.152) finaliza:

(…) a prioridade dos comunicadores é estabelecer as diretrizes que orientem a formulação dos projetos de comunicação de modo que respondam aos interesses estratégicos da organização. Só, posteriormente, recorrerão à escolha do melhor  instrumento para se conseguir apoiar e manter a relação em níveis satisfatórios para partes.

Henrique Ruckert Heldt

REFERÊNCIAS

BESSANT, John; TIDD, Joe. Inovação e empreendedorismo. Porto Alegre: Bookman, 2009.

CIPRIANI, Fábio. Blog corporativo. São Paulo: Novatec, 2006.

COSTA, Wellington Soares da. Humanização, relacionamento interpessoal e ética. Carderno de Pesquisa em Comunicação. São Paulo, v. 11, n. 1, jan./mar. 2004. Disponível em: <http://www.regeusp.com.br/arquivos/v11n1art2.pdf>. Acesso em: 19 maio 2016.

DIAZ, Bordenave Juan E. O que é comunicação. São Paulo: Brasiliense, 1982.

FRANÇA, Fábio. De quem é a mídia? In: LOPES, Boanerges; VIEIRA, Roberto Fonseca. Jornalismo e relações públicas: ação e reação. Rio de Janeiro: Maud, 2004.

GALERANI, Gliceana Soares Moreira. Avaliação em comunicação organizacional. EMBRAPA Soja: Brasília, 2006.

GOOGLE Empresa. Nossa cultura. [1998?]. Disponível em: <https://www.google.com/intl/pt-BR/about/company/facts/culture>. Acesso em: 27 maio 2016.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: Lamparina, 2014.

KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Planejamento de relações públicas na comunicação integrada. São Paulo: Summus, 2003.

IBE. [Business]. [s.d.], il color. Disponível em: <http://www.ibe.edu.br/alavanque-seu-networking-com-estas-dicas>. Acesso em: 31 maio 2016.

MATELLART, M. História das teorias da comunicação. São Paulo: Loyola, 2003.

MOSCOVICI, Fela. Desenvolvimento interpessoal. Rio de Janeiro: S.A, 1985.

NASSAR, Paulo; FIGUEIREDO, Rubens. O que é comunicação empresarial. São Paulo: Brasiliense, 2007.

NETO, Octaviano Machado. Competência em comunicação organizacional escrita. Rio de janeiro: Qualitymark, 2003.

TOMASI, Carolina; MEDEIROS, João Bosco. Comunicação empresarial. São Paulo: Atlas, 2007.

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