Pacientes sem fronteiras

Pacientes sem fronteiras

A globalização e a facilidade que as pessoas têm para se deslocar, viajar para outros países, trouxe um novo segmento que está crescendo para a hotelaria, mais precisamente na hospitalar, o turismo médico ou turismo de saúde. “O crescimento do Turismo com fins médicos está igualmente ligado ao envelhecimento da população e ao aumento da esperança média de vida nos países desenvolvidos” (NOVO, 2014, p. 5). Esses turistas ou pacientes procuram alternativas para realizar seus tratamentos por problemas em seus países de origem ou para realiza-los com melhor qualidade.

Assim, turismo médico pode ser definido como os

deslocamentos motivados pela realização de tratamentos e exames diagnósticos por meio do acompanhamento de recursos humanos especializados e integrados em estruturas próprias, tendo como objetivo tanto a cura ou a amenização dos efeitos causados por diferentes patologias, como fins estéticos e terapêuticos. (MINISTÉRIO DO TURISMO, 2010)

“Alguns autores diferenciam “turismo de bem-estar” de “turismo de saúde”, alegando que o primeiro consiste apenas em tratamentos não essenciais, enquanto o segundo engloba todo o tipo de tratamentos, incluindo cirurgias plásticas, ou cirurgias essenciais.” (FREITAS, 2010).

Na verdade, o turismo médico ou de saúde fortalece a atividade turística das localidades. A pessoa que por problemas médicos viaja para se tratar, na grande maioria das vezes, é acompanhada por um familiar ou amigo, e este se torna um turista eventual. Essas pessoas acabam por gastar dinheiro no setor hoteleiro e desfrutar das ofertas turísticas. A experiência, desta forma, é fator de agregação turística para a cidade, contribuindo para a promoção das atrações locais. (MINISTÉRIO DO TURISMO, 2010)

Outro fator importante para que esses pacientes se desloquem, é a qualidade do hospital, que nos dias de hoje é definido pela certificação que a entidade Joint Commission International confere. “Atualmente, a JCI possui 37 instituições brasileiras acreditadas. Além dos Estados Unidos, o Brasil tem obtido mais acreditações pela JCI do que qualquer outro país” (WADA et al., 2012).

De todas as entidades de acreditação internacional de instalações de saúde, merece-nos considerar a Joint Commition International (JCI) como provavelmente a que maior consenso reúne no meio médico, bem como no meio do Turismo Médico, pois trata-se de uma ferramenta comercial importante para os hospitais que estão acreditados por esta organização. (FREITAS, 2010)

O turismo médico é uma importante maneira de conhecer o Brasil, com uma visão diferente, que também gera uma boa economia pelo alto custo das intervenções médicas, tendo como principal atrativo desse turismo a competência médica e a qualidade dos hospitais. “O Brasil é actualmente uma referência mundial em cirurgia plástica, pelos resultados obtidos ao longo dos anos.” (NOVO, 2014).

Giuliano De Camillis

REFERÊNCIAS

FREITAS, Hugo Maciel Tavares de. Turismo médico: a globalização da saúde. Porto: Universidade do Porto, 2010. Disponível em: <https://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/26936/2/DissertaoTurismo%20Mdico%20%20A%20Globalizalo%20da%20Sade.pdf>. Acesso em: 24 jun. 2016.

MINISTÉRIO DO TURISMO. Turismo de saúde: orientações básicas. Brasília: Ministério do Turismo, 2010. Disponível em: <http://www.turismo.gov.br/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/downloads_publicacoes/Turismo_de_Saxde_Orientaxes_Bxsicas.pdf>. Acesso em: 25 jun. 2016.

NOVO, Ana Catarina Fortunato. Internacionalização na saúde: o cluster do turismo médico em Portugal. Minho: Universidade do Minho, 2014. Disponível em: <http://repositorium.sdum.uminho.pt/bitstream/1822/28430/1/Ana%20Catarina%20Fortunato%20Novo.pdf>. Acesso em: 24 jun. 2016.

WADA, Elizabeth Kyoko et al. Análise dos stakeholders do turismo de saúde: o segmento é viável no Brasil? Turydes. [S. l.], v. 5, n.13, dez. 2012. Disponível em: <http://www.eumed.net/rev/turydes/13/wtmr.pdf>. Acesso em: 24 jun. 2016.

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